E-commerce cresce no Brasil e marketplaces se destacam

O mercado de e-commerce já vinha avançando há alguns anos no Brasil e estava projetado para crescer 18% em 2020. A realidade, contudo, foi outra em função das medidas adotadas para conter a pandemia do novo coronavírus. O faturamento com as vendas online subiu 47% nos primeiros seis meses do ano, totalizando R$ 38,8 bilhões. Ao todo, foram feitos 90,8 milhões de pedidos entre janeiro e junho, sendo que 7,3 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra online neste período. Com esses dados, o Brasil atingiu a marca de 41 milhões de usuários ativos, com tíquete médio de R$ 427,00.

Dentro do segmento de comércio eletrônico um canal se destaca, mas gera dúvidas em lojistas e consumidores: o marketplace. Como funciona? É válido para qualquer porte ou segmento de negócio? Que cuidados uma empresa precisa tomar para aderir ao modelo?

Caso essas dúvidas façam eco com as suas, certamente temos muito a contribuir neste artigo. Sendo assim, vamos começar pelo conceito. O que é marketplace, afinal? Trata-se de uma grande loja virtual com tráfego elevado que abre a vários lojistas a possibilidade de exporem seus produtos. É como um shopping, com várias lojas e produtos expostos, possibilitando que os consumidores encontrem o que precisam no mesmo lugar com oferta e preços variados. Este modelo de negócio surgiu no Brasil em 2012 e, hoje, os maiores marketplaces brasileiros agregam em média 40 milhões de potenciais compradores.

Até aqui, perfeito, fica relativamente fácil entender o objetivo e potencial da ferramenta. Agora, contudo, começam as questões estratégicas. Como em qualquer outro segmento, há vantagens e desvantagens em aderir ao modelo. Dentre as vantagens, que são muitas, podemos destacar pelo menos quatro:

  • Visibilidade: quanto mais visitas têm o site que expõe seu produto, melhor para vender.
  • SEO: seu produto aparece em sites muito bem indexados para buscadores como o Google.
  • Publicidade: o gasto com publicidade é dividido entre várias marcas.
  • Vendas: a possibilidade de crescimento e novos clientes é ampliada.

Num primeiro momento, temos a ideia de que o modelo é perfeito para qualquer empresa, certo? Errado! É preciso atender a certos requisitos para navegar nessa onda e também é fundamental conhecer as desvantagens do negócio. Uma delas é a dependência gerada nesse modelo de comercialização. Já parou para pensar que se o marketplace decide encerrar as atividades todas as marcas envolvidas perdem o canal de venda? Pois é! E vale destacar também que essa estratégia afeta a personalidade da marca, uma vez que o cliente não estará comprando diretamente na sua loja.

O problema maior, contudo, está na gestão do processo. Não basta colocar o produto à venda e pronto! É preciso trabalhar muito, criando estratégias para ganhar relevância. E mais: estar num marketplace envolve custos de plataforma, ERP, integração etc. E se não automatizar o processo será preciso ter alguém para fazer os cadastros por planilhas, controlar estoque e atualizar as informações, entre outras tarefas que geram custo.

Tudo certo e compreendido até aqui? Resta então saber se o seu ramo de negócio é interessante para este modelo e se o ideal é trabalhar com plataformas que atuem em nichos. A resposta, neste caso, é mais complexa. Há diferentes modelos que deram certo no Brasil e no mundo, por isso o ideal é fazer um bom planejamento e experimentar esta ferramenta que nada mais é do que um atalho mais rápido para levar seus produtos aos seus clientes.

 

Conheça alguns dos maiores marketplaces:

 

B2W MARKETPLACE | O MAIOR MARKETPLACE DO BRASIL

https://www.b2wmarketplace.com.br/

A B2W Digital é líder em comércio eletrônico no Brasil. É responsável pelas marcas Americanas.com, Submarino, Shoptime e SouBarato, além de outras empresas que atuam no mercado de tecnologia.

 

AMAZON

www.amazon.com.br

O maior canal de marketplace dos Estados Unidos, chegou ao Brasil. Iniciou as vendas na categoria de Livros e, gradativamente, está incluindo novas categorias no site.

 

NETSHOES MARKETPLACE

http://www.netshoes.com.br/marketplace/

Com atuação no Brasil, Argentina e México, são apontados como o maior e-commerce de artigos esportivos do mundo.

 

MERCADO LIVRE

http://www.mercadolivre.com.br/

O MercadoLivre é uma das maiores plataformas de compra e venda da Internet. Segundo dados do Statista, The Statistics Portal, é o maior site em número de acessos da América Latina.

 

OLIST MARKETPLACE:

https://olist.com/

O Olist é grupo com vários lojistas vendendo nos marketplaces. A vantagem, segundo eles, é que com relevância e reputação compartilhadas, os produtos têm melhores posicionamentos e mais destaque que os concorrentes.

 

ELO7 MARKETPLACE

https://www.elo7.com.br/

O Elo 7 é o maior site de produtos criativos e autorais do Brasil. Atua também na Argentina e na Colômbia.

 

OLX

http://www.olx.com.br/

É um site de classificados, onde empresas e pessoas podem comercializar produtos, porém, não tem intermediação de pagamento, que é feito entre vendedor e comprador.

 

IFOOD

https://www.ifood.com.br/

É um marketplace de serviço, especialista em delivery de comida.

 

UBER

https://www.uber.com/pt-BR/

É um marketplace de serviço, onde motoristas oferecem viagens curtas com seus carros particulares, em todo o mundo.

Autor do post: Danielle Fuchs, consultora de Marketing parceira da Florença





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